TEMA: Carteis,
trustes e holdings
Nossa aula foi:
8ºA e B,quarta-feira,
12 de novembro de 2025 .
EIXO TEMÁTICO
O Brasil no século XIX.
HABILIDADES
(GO-EF08HI23-A) Discutir as justificativas para o domínio neocolonial na África e Ásia, analisando teorias, como Darwinismo Social, Etnocentrismo, Racismo, Missão Civilizatória, relacionando esses conceitos com os casos de intolerância, presentes nos dias atuais.
Matriz de Habilidades Essenciais
Entender o contexto da expansão imperialista europeia no século XIX e a disputa por territórios na África e na Ásia e as justificativas ideológicas do domínio.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Nacionalismo, revoluções e as novas nações europeias:
CONTEÚDO
Concentração do capital: imperialismo, holding, cartel e truste
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender o processo de concentração de capital no contexto da Segunda Revolução Industrial.
Identificar e diferenciar os conceitos de cartéis, trustes e holdings.
Analisar as consequências econômicas e sociais dessa concentração para o consumidor e o mercado.
Estabelecer relações entre o imperialismo europeu e o neocolonialismo nos séculos XIX e XX.
Desenvolver a capacidade de leitura crítica, distinguindo fatos e opiniões em textos informativos.
Ler e interpretar dados econômicos apresentados em tabelas e gráficos.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Metodologia Ativa: Sala de Aula Invertida e Aprendizagem Baseada em Problemas
Preparação Prévia (Sala de Aula Invertida)
Entregar aos alunos o texto [Cartéis, Trustes e Holdings].
Solicitar que grifem palavras-chave e elaborem um breve resumo explicando com suas próprias palavras o que entendem sobre cada conceito (cartel, truste, holding).
Palavras‑chave e Conceitos
Concorrência – Disputa entre empresas por
consumidores e espaço no mercado, levando a variações de preço e qualidade.
Livre concorrência – Situação em que várias
empresas competem sem interferências ou acordos entre si, beneficiando o
consumidor.
Monopólio – Domínio de um único grupo econômico
sobre determinado setor de produção ou comércio, eliminando a concorrência.
Cartel – Acordo secreto entre empresas do mesmo
ramo para fixar preços, dividir mercados ou controlar a produção, limitando a
concorrência.
Truste – Fusão de várias empresas de um mesmo setor
em uma única corporação, controlando grande parte do mercado consumidor.
Holding – Empresa que possui ações ou participações
em outras empresas, controlando de forma indireta diferentes negócios do mesmo
ramo.
Capitalismo – Sistema econômico baseado na
propriedade privada dos meios de produção e na busca do lucro.
Concentração de capital – Processo de acumulação de
recursos financeiros e produtivos nas mãos de poucas empresas ou grupos.
Industrialização – Expansão das atividades
industriais e tecnológicas que transforma a economia e a organização do
trabalho.
Grande Depressão (1880‑1896) – Crise econômica caracterizada pela queda de
preços e lucros, que incentivou a formação de monopólios.
Neocolonialismo – Domínio econômico e político
exercido por países desenvolvidos sobre países subdesenvolvidos, a partir do
século XIX.
Imperialismo – Política de expansão e dominação de
uma nação sobre outras, visando exploração econômica e controle estratégico.
Multinacionais – Grandes empresas com atuação em
diversos países, muitas vezes associadas a práticas neocolonialistas.
Bolsa de valores – Local onde são negociadas ações
e títulos de empresas, permitindo a compra e o controle de participações
societárias.
Ações – Partes do capital de uma empresa, que podem
ser compradas e vendidas por investidores.
Consumidor – Pessoa que adquire bens e serviços; é
diretamente afetado por práticas monopolistas como os cartéis.
Lucro – Resultado financeiro positivo obtido por
empresas após a venda de produtos ou serviços.
Mercado – Conjunto das relações econômicas que
envolvem produção, distribuição e consumo de bens e serviços.
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE)
– Órgão do Ministério da Justiça criado para fiscalizar e impedir práticas de
monopólio e cartelização.
Segunda Revolução Industrial – Período de avanço
tecnológico e expansão das indústrias, que intensificou a concentração de
capitais e o surgimento dos monopólios.
Prosseguir com uma conversa guiada sobre o que é
“concorrência” no mercado e como ela afeta os consumidores.
Registrar no quadro as ideias principais trazidas pelos alunos, elaborando um mapa mental coletivo.
Análise Colaborativa do Texto
Em grupos, pedir para identificar, no texto, as diferenças entre cartéis, trustes e holdings, destacando suas características e consequências.
Cada grupo cria um cartaz esquemático (organograma) mostrando a relação entre os três conceitos.
Durante a atividade, orientar para:
Língua Portuguesa - Alinhamento:
D027_P: Distinguir ideias centrais de secundárias.
D038_P: Distinguir um fato de uma opinião.
Matemática - Alinhamento:
D053_M: Resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
Os alunos irão montar uma tabela simples comparando características (forma de associação, efeitos econômicos, impacto sobre o consumidor), exercitando o raciocínio lógico e a organização de dados.
Espera-se dos alunos:
Problematização e Interdisciplinaridade
Diferenciar conceitos com precisão
Reconhecer que no cartel as empresas continuam separadas, mas combinam preços/produção/divisão de mercado para agir como se fossem uma só.
Reconhecer que no truste há fusão de empresas
concorrentes em uma única companhia com grande poder de mercado.
Reconhecer que na holding há controle via
participação acionária sobre outras empresas, sem necessidade de fusão
operacional.
Destacar características no texto
Cartel: acordo entre concorrentes para tabelar preços ou limitar produção, reduzindo competição direta.
Truste: unificação societária que centraliza
decisões e amplia o domínio sobre o mercado consumidor.
Holding: empresa que detém controle acionário de
duas ou mais empresas, podendo alinhar estratégias e reduzir a rivalidade.
Apontar consequências esperadas
Redução da concorrência, aumento do poder de mercado e tendência de preços mais altos ao consumidor nos três casos, com maior evidência em cartéis e trustes.
Criação de barreiras à entrada e menor incentivo à
inovação quando há coordenação de preços ou fusão dominante.
Distinção legal: cartéis são ilícitos e puníveis;
trustes/fusões são analisados por autoridade antitruste; holdings operam
legalmente se observarem a regulação.
Construir coletivamente uma síntese no quadro com
as ideias centrais.
Retomar o conceito de imperialismo e neocolonialismo, ligando à expansão europeia e à concentração de capital.
Solicitar que os alunos produzam um pequeno texto respondendo:
“Como os cartéis, trustes e holdings influenciam o capitalismo atual e as relações de consumo?”.
Material didático: Seduc GO, Goiás TEC 8º ano, Quarto
Bimestre.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Produção escrita individual sobre a relação entre monopólios e o impacto no consumidor.
Critérios: compreensão do
tema, clareza de ideias, identificação de fatos e opiniões, organização textual
e coerência.
Exercício de
interpretação de tabela comparativa criada em grupo (integração com
Matemática).
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Atividade de associação: relacionar imagens ou símbolos (empresa, consumidor, gráfico de preços) aos conceitos de cartel, truste e holding.
Leitura orientada com questionário de múltipla escolha sobre o texto.
Participação oral nas discussões coletivas com apoio do
professor-mediador.
MATERIAL:
Carteis, trustes e holdings
1. Os cartéis, trustes e holdings objetivam eliminar a livre concorrência do mercado e aumentar o lucro das empresas capitalistas. No final do século XIX, alguns países europeus (como a Inglaterra, França e Alemanha) tiveram uma aceleração na industrialização e, consequentemente, uma ascensão na concentração de capital. Após a Grande Depressão capitalista, entre 1880 e 1896, as empresas e as indústrias passaram a concentrar capital e formar os grandes monopólios. Ou seja, com a concorrência entre as empresas, somente as mais fortes prevaleceram e incorporaram as pequenas empresas, formando, assim, as grandes indústrias.
2. Com a
formação dos monopólios, a concorrência entre as empresas deixou de existir
acirradamente como antes. No lugar das grandes concorrências, começaram a
surgir grupos de empresários, chamados de cartéis, trustes e holdings. Estes
efetuaram uma união de interesses próprios contra os consumidores, a fim de
aumentar seus lucros. Logo adiante, ressaltaremos as principais características
dos cartéis, trustes e holdings.
3. O cartel é a união secreta de empresas do mesmo ramo de negócios, que estabelecem entre si acordos para fixar um mesmo preço para seus produtos. Com a tabelação do mesmo preço entre os produtos de diferentes empresas, elas acabam com a concorrência entre si, ou seja, quem sai prejudicado é o consumidor, que perde a possiblidade de procurar o menor preço, pois sem a concorrência entre as empresas não existe menor preço. Dessa forma, o cartel é a padronização dos preços dos mesmos produtos em diferentes empresas. A empresa que se recusa a participar do cartel é sabotada e seus proprietários, ameaçados.
4. Os trustes são associações de empresas que surgiram a partir da fusão de várias empresas que já controlavam a maior parte do mercado. Portanto, trustes são formados quando proprietários de empresas concorrentes se tornam sócios de uma única grande empresa. Assim, passam a controlar grande parte do mercador consumidor, diminuindo também a concorrência e a possibilidade de o consumidor encontrar produtos com menores preços.
5. A partir do momento que grandes empresários, no lugar de montar suas próprias indústrias, passam a comprar ações de empresas de um mesmo ramo de negócio, surgem as holdings. Dessa maneira, os empresários começam a controlar ações de duas ou três empresas concorrentes, que produzem um mesmo produto. Portanto, se um mesmo empresário é o proprietário de três empresas que produzem copos descartáveis, a concorrência não existe, configurando-se como uma farsa.
6. Com a intenção de expandir suas áreas de atuações, buscando mercado, mão-de-obra barata, matéria-prima, e leis ambientais frágeis, os países europeus saíram para atuar em países da África, Ásia e América Latina, ou seja, neocolonialistas. Veja os conceitos a seguir sobre essa forma de atuação. Imperialismo: Dominação econômica de um país sobre o outro. Processo que ocorreu principalmente no período colonial, quando as colônias eram dependentes da metrópole e exploradas por ela. Neocolonialismo: As multinacionais têm atuado nos países subdesenvolvidos, explorando sua mão-de-obra e seus recursos naturais.
7. Atualmente, no Brasil, a formação de cartéis e trustes foi proibida por lei, mas alguns setores ainda continuam formando os cartéis para padronizar o preço dos mesmos produtos, evitando a concorrência. O governo brasileiro criou um órgão do Ministério da Justiça, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para evitar a formação dos trustes. Já as holdings continuam como prática efetiva nas bolsas de valores, que controlam os mercados das ações das empresas.
Nossa aula foi:
8ºA e B,
O Brasil no século XIX.
(GO-EF08HI23-A) Discutir as justificativas para o domínio neocolonial na África e Ásia, analisando teorias, como Darwinismo Social, Etnocentrismo, Racismo, Missão Civilizatória, relacionando esses conceitos com os casos de intolerância, presentes nos dias atuais.
Matriz de Habilidades Essenciais
Entender o contexto da expansão imperialista europeia no século XIX e a disputa por territórios na África e na Ásia e as justificativas ideológicas do domínio.
Nacionalismo, revoluções e as novas nações europeias:
Concentração do capital: imperialismo, holding, cartel e truste
Os objetivos da aula são:
Compreender o processo de concentração de capital no contexto da Segunda Revolução Industrial.
Identificar e diferenciar os conceitos de cartéis, trustes e holdings.
Analisar as consequências econômicas e sociais dessa concentração para o consumidor e o mercado.
Estabelecer relações entre o imperialismo europeu e o neocolonialismo nos séculos XIX e XX.
Desenvolver a capacidade de leitura crítica, distinguindo fatos e opiniões em textos informativos.
Ler e interpretar dados econômicos apresentados em tabelas e gráficos.
Metodologia Ativa: Sala de Aula Invertida e Aprendizagem Baseada em Problemas
Preparação Prévia (Sala de Aula Invertida)
Entregar aos alunos o texto [Cartéis, Trustes e Holdings].
Solicitar que grifem palavras-chave e elaborem um breve resumo explicando com suas próprias palavras o que entendem sobre cada conceito (cartel, truste, holding).
Palavras‑chave e Conceitos
Registrar no quadro as ideias principais trazidas pelos alunos, elaborando um mapa mental coletivo.
Em grupos, pedir para identificar, no texto, as diferenças entre cartéis, trustes e holdings, destacando suas características e consequências.
Cada grupo cria um cartaz esquemático (organograma) mostrando a relação entre os três conceitos.
Durante a atividade, orientar para:
Língua Portuguesa - Alinhamento:
D027_P: Distinguir ideias centrais de secundárias.
D038_P: Distinguir um fato de uma opinião.
Matemática - Alinhamento:
D053_M: Resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
Os alunos irão montar uma tabela simples comparando características (forma de associação, efeitos econômicos, impacto sobre o consumidor), exercitando o raciocínio lógico e a organização de dados.
Espera-se dos alunos:
Problematização e Interdisciplinaridade
Reconhecer que no cartel as empresas continuam separadas, mas combinam preços/produção/divisão de mercado para agir como se fossem uma só.
Cartel: acordo entre concorrentes para tabelar preços ou limitar produção, reduzindo competição direta.
Redução da concorrência, aumento do poder de mercado e tendência de preços mais altos ao consumidor nos três casos, com maior evidência em cartéis e trustes.
Retomar o conceito de imperialismo e neocolonialismo, ligando à expansão europeia e à concentração de capital.
Solicitar que os alunos produzam um pequeno texto respondendo:
“Como os cartéis, trustes e holdings influenciam o capitalismo atual e as relações de consumo?”.
Produção escrita individual sobre a relação entre monopólios e o impacto no consumidor.
Atividade de associação: relacionar imagens ou símbolos (empresa, consumidor, gráfico de preços) aos conceitos de cartel, truste e holding.
Carteis, trustes e holdings
1. Os cartéis, trustes e holdings objetivam eliminar a livre concorrência do mercado e aumentar o lucro das empresas capitalistas. No final do século XIX, alguns países europeus (como a Inglaterra, França e Alemanha) tiveram uma aceleração na industrialização e, consequentemente, uma ascensão na concentração de capital. Após a Grande Depressão capitalista, entre 1880 e 1896, as empresas e as indústrias passaram a concentrar capital e formar os grandes monopólios. Ou seja, com a concorrência entre as empresas, somente as mais fortes prevaleceram e incorporaram as pequenas empresas, formando, assim, as grandes indústrias.
3. O cartel é a união secreta de empresas do mesmo ramo de negócios, que estabelecem entre si acordos para fixar um mesmo preço para seus produtos. Com a tabelação do mesmo preço entre os produtos de diferentes empresas, elas acabam com a concorrência entre si, ou seja, quem sai prejudicado é o consumidor, que perde a possiblidade de procurar o menor preço, pois sem a concorrência entre as empresas não existe menor preço. Dessa forma, o cartel é a padronização dos preços dos mesmos produtos em diferentes empresas. A empresa que se recusa a participar do cartel é sabotada e seus proprietários, ameaçados.
4. Os trustes são associações de empresas que surgiram a partir da fusão de várias empresas que já controlavam a maior parte do mercado. Portanto, trustes são formados quando proprietários de empresas concorrentes se tornam sócios de uma única grande empresa. Assim, passam a controlar grande parte do mercador consumidor, diminuindo também a concorrência e a possibilidade de o consumidor encontrar produtos com menores preços.
5. A partir do momento que grandes empresários, no lugar de montar suas próprias indústrias, passam a comprar ações de empresas de um mesmo ramo de negócio, surgem as holdings. Dessa maneira, os empresários começam a controlar ações de duas ou três empresas concorrentes, que produzem um mesmo produto. Portanto, se um mesmo empresário é o proprietário de três empresas que produzem copos descartáveis, a concorrência não existe, configurando-se como uma farsa.
6. Com a intenção de expandir suas áreas de atuações, buscando mercado, mão-de-obra barata, matéria-prima, e leis ambientais frágeis, os países europeus saíram para atuar em países da África, Ásia e América Latina, ou seja, neocolonialistas. Veja os conceitos a seguir sobre essa forma de atuação. Imperialismo: Dominação econômica de um país sobre o outro. Processo que ocorreu principalmente no período colonial, quando as colônias eram dependentes da metrópole e exploradas por ela. Neocolonialismo: As multinacionais têm atuado nos países subdesenvolvidos, explorando sua mão-de-obra e seus recursos naturais.
7. Atualmente, no Brasil, a formação de cartéis e trustes foi proibida por lei, mas alguns setores ainda continuam formando os cartéis para padronizar o preço dos mesmos produtos, evitando a concorrência. O governo brasileiro criou um órgão do Ministério da Justiça, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para evitar a formação dos trustes. Já as holdings continuam como prática efetiva nas bolsas de valores, que controlam os mercados das ações das empresas.
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