TEMA: Imperialismo
Nossa aula foi:
8ºA e B,sexta-feira,
14 de novembro de 2025 .
EIXO TEMÁTICO
O Brasil no século XIX.
HABILIDADES
(GO-EF08HI23-A) Discutir as justificativas para o domínio neocolonial na África e Ásia, analisando teorias, como Darwinismo Social, Etnocentrismo, Racismo, Missão Civilizatória, relacionando esses conceitos com os casos de intolerância, presentes nos dias atuais.
Matriz de Habilidades Essenciais
Entender o contexto da expansão imperialista europeia no século XIX e a disputa por territórios na África e na Ásia e as justificativas ideológicas do domínio.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Nacionalismo, revoluções e as novas nações europeias:
CONTEÚDO
Concentração do capital: imperialismo, holding, cartel e truste
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender o conceito de imperialismo e suas causas históricas.
Identificar as principais potências imperialistas e seus territórios dominados.
Analisar criticamente os impactos sociais, econômicos e culturais do imperialismo.
Desenvolver habilidades de leitura e interpretação de textos informativos.
Correlacionar informações históricas com dados numéricos por meio de gráficos e tabelas.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Iniciar a aula apresentando os objetivos e retomando, de forma dialogada, os principais eventos da Revolução Industrial, situando historicamente o surgimento do imperialismo.
Utilizar um mapa-múndi projetado para localizar os países imperialistas e suas colônias.
Alinhamento com descritor de Matemática: D053_M (resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos) ao analisar a expansão territorial (km²) em dados estatísticos.
Retomar Revolução Industrial e situar o imperialismo
“A tecnologia da Revolução Industrial aumentou ainda mais a produção, o que gerou uma grande necessidade de mercado consumidor para esses produtos e uma nova corrida por matérias‑primas.”
“A Revolução Industrial também trouxe inúmeras
alterações nas relações de trabalho e na forma como o mercado internacional
funcionava.”
“O Imperialismo é fruto do desenvolvimento do
capitalismo, que nasceu com as transformações causadas pela Revolução
Industrial.”
Localizar países imperialistas e colônias no mapa
“Os países imperialistas dominaram muitos povos de várias partes do planeta, em especial dos continentes africano e asiático.”
“O surto imperialista no continente africano deu‑se por manifestação de três países: interesse dos
belgas no Congo; expedições portuguesas em Moçambique; política expansionista
francesa.”
“A Conferência de Berlim (1884‑1885) estabeleceu regras para o reconhecimento de
ocupações e liberdade de navegação nos rios Congo e Níger.”
Analisar expansão territorial em dados (alinhamento
D053_M)
“Durante o ciclo neocolonialista, cerca de 25% das terras do planeta foram ocupadas por alguma potência imperialista.” (atribuir a Eric Hobsbawm)
“Inglaterra: +10 milhões km²; França: +9 milhões
km²; Alemanha: +2,5 milhões km²; Bélgica e Itália: cerca de +2 milhões km².”
(usar como base para tabela/gráfico)
Orientação para gráfico/tabela: transformar os
valores acima em barras comparativas e calcular a participação percentual de
cada país no total somado, discutindo o impacto geopolítico no período.
Fato x opinião (para leitura crítica do texto)
Fato histórico para destacar: “Conferência de Berlim (1884‑1885) — estabelecimento de princípios de livre comércio e navegação e de regras para novas ocupações no continente africano.”
Opinião/juízo de valor para discutir: citação de
George Orwell sobre o padrão de vida inglês depender da exploração imperial,
útil para distinguir posicionamento crítico do autor versus dados factuais.
Sugerido: “sob o sistema capitalista… a fim de que a Inglaterra viva em
conforto, cem milhões de indianos vivem à beira da inanição — você consente com
isso cada vez que entra num táxi ou come morangos com creme.” (atribuir a
George Orwell, The Road to Wigan Pier)
Aplicar a metodologia ativa "Aprendizagem
baseada em problemas (ABP)", propondo aos alunos uma questão-problema:
“Como o avanço tecnológico da Revolução Industrial influenciou a expansão imperialista sobre a África e a Ásia?”
Modelos de frases que podem aparecer:
“A mecanização elevou a produtividade e a
competição, tornando estratégico controlar fontes de matérias‑primas e assegurar mercados externos, o que explica
a corrida imperial sobre África e Ásia.”
“A Conferência de Berlim organizou procedimentos
para ocupações e navegação nos rios Congo e Níger, legitimando a expansão
europeia e acelerando a partilha africana.”
Dividir a turma em grupos e apresentar o texto base
“Imperialismo”, solicitando que identifiquem as principais causas e
consequências do processo descrito.
Alinhamento com descritor de Língua Portuguesa: D027_P (distinguir ideias centrais de secundárias) ao explorar os parágrafos do texto e seus tópicos principais.
Espera-se:
Lista de causas centrais: superprodução, concorrência entre potências, busca de insumos e mercados consumidores externos como motor da expansão imperial.
Lista de consequências principais: reconfiguração
do mapa político com a partilha da África, colonização da Ásia e África,
institucionalização de regras de ocupação e navegação.
Leitura orientada e análise crítica do texto:
Cada grupo deve destacar fatos e opiniões observados no texto, destacando a citação de George Orwell como ponto de reflexão.
Em seguida, registrar as interpretações em cartaz ou slides para socialização.
Alinhamento com descritor de Língua Portuguesa: D038_P (distinguir um fato da opinião).
Fatos históricos (com marca textual)
“No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças.” Marca: referência temporal objetiva ao período histórico.
“A tecnologia da Revolução Industrial aumentou
ainda mais a produção.” Marca: relação causal técnica entre revolução
tecnológica e aumento produtivo.
“Os países imperialistas dominaram muitos povos… em
especial dos continentes africano e asiático.” Marca: indicação geográfica e
sujeito histórico identificável.
“O Imperialismo… é o conjunto de políticas de
expansão territorial, econômica e/ou cultural de um país sobre outros.” Marca:
definição conceitual reconhecida em historiografia.
“Esse uso… pode ser chamado de Neocolonialismo…
novo processo de colonização da África, Ásia e Oceania.” Marca: renomeação
histórica do fenômeno no século XIX.
“Durante o ciclo neocolonialista, cerca de 25% das
terras do planeta foram ocupadas por alguma potência imperialista.” Marca: dado
quantitativo atribuído a Hobsbawm.
“Inglaterra: +10 milhões km²; França: +9 milhões
km²; Alemanha: +2,5 milhões km²; Bélgica e Itália: ~+2 milhões km².” Marca:
série estatística por potência.
“A Conferência de Berlim (1884–1885) foi organizada
por Otto von Bismarck para tratar da navegação nos rios Congo e Níger e
organizar a divisão de territórios.” Marca: evento datado com objetivos
explícitos.
“O Ato Geral de Berlim garantiu liberdade de
comércio e navegação nos rios Congo e Níger e estabeleceu quadro para
reconhecimento de novas ocupações.” Marca: dispositivo jurídico-diplomático
registrado.
“O princípio de ‘ocupação efetiva’ acelerou e
intensificou a partilha da África.” Marca: consequência reconhecida pela
doutrina e sínteses enciclopédicas.
“A Revolução Industrial iniciou-se na Inglaterra na
segunda metade do século XVIII.” Marca: localização espaço-temporal
consolidada.
“Novas máquinas, transportes e comunicações
alteraram relações de trabalho e o funcionamento do mercado internacional.”
Marca: enumeração de inovações e seus efeitos socioeconômicos.
“A concorrência econômica gerou necessidade de
obter matérias-primas e novos mercados consumidores.” Marca: explicitação de
causalidade econômica recorrente em sínteses.
“O surto imperialista africano envolveu interesse
belga no Congo, expedições portuguesas no interior de Moçambique e política
expansionista francesa.” Marca: exemplificação por casos nacionais.
Opiniões e juízos de valor (com marca textual)
“Missão civilizatória” levando modo de vida “civilizado” a locais “atrasados” e “selvagens.” Marca: termos valorativos e raciais; discurso justificatório ideológico.
“O homem branco era naturalmente ‘superior’.”
Marca: proposição racial hierarquizante, natureza opinativa/ideológica.
George Orwell: “para que a Inglaterra possa viver
em relativo conforto, 100 milhões de indianos têm que viver à beira da inanição
— você consente com tudo isso cada vez que entra num táxi ou come morangos com
creme.” Marca: modalização avaliativa e generalização moral; formulação
ensaística.
“O imperialismo colocou populações sob cruel
exploração.” Marca: qualificador valorativo “cruel” indica juízo crítico.
Construir coletivamente uma tabela ou gráfico
informativo representando os dados do item 3 do texto (territórios conquistados
por Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Itália) e analisar numericamente a
distribuição de terras conquistadas.
Estimular comparações percentuais e discussões
sobre o impacto desses números no mapa político da época.
Alinhamento com descritor de Matemática: D053_M
(interpretação de gráficos e tabelas).
Promover uma roda de debate sobre as
“justificativas civilizatórias” do imperialismo, incentivando o pensamento
crítico e identificando as expressões linguísticas que indicam racismo e
dominação cultural no texto.
Alinhamento com descritor de Língua Portuguesa:
D044_P (identificar marcas linguísticas em um texto).
Material didático: Seduc GO, Goiás TEC 8º ano, Quarto
Bimestre.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Participar das discussões em grupo e da construção dos gráficos e linhas do tempo.
Identificar, oralmente e
por escrito, as principais causas e consequências do imperialismo.
Reconhecer e distinguir,
no texto, as marcas linguísticas de opinião e fato histórico.
Interpretar corretamente
as informações numéricas expressas em tabelas e gráficos.
Produzir um pequeno
parágrafo relacionando a Revolução Industrial ao surgimento do imperialismo.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Ler, com apoio docente, trechos selecionados do texto sobre o imperialismo, destacando as palavras-chave do tema (países, territórios, exploração, dominação).
Identificar visualmente, em mapa ilustrado, as principais regiões
colonizadas.
Colorir ou montar um gráfico simples com as informações de km² das
potências imperialistas.
Responder a perguntas orientadas com alternativas visuais (imagens de
impérios e colônias).
Participar da socialização oral, com apoio, expressando uma ideia
principal do conteúdo estudado.
MATERIAL:
Imperialismo
1. No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças. A tecnologia da Revolução Industrial aumentou ainda mais a produção, o que gerou uma grande necessidade de mercado consumidor para esses produtos e uma nova corrida por matérias primas. Os países imperialistas dominaram muitos povos de várias partes do planeta, em especial dos continentes africano e asiático. O trecho apresenta os antecedentes desse processo denominado imperialismo ou neocolonialismo.
2. O Imperialismo é o nome dado para o conjunto de políticas que teve como objetivo promover a expansão territorial, econômica e/ou cultural de um país sobre outros. Esse termo pode ser usado para fazer menção a acontecimentos modernos, mas é comumente utilizado para se referir à política de expansão territorial e econômica promovida pelos países europeus em boa parte do planeta no século XIX.
3. Esse último uso do termo Imperialismo também pode ser chamado de Neocolonialismo, pois foi um novo processo de colonização – dessa vez da África, Ásia e Oceania. Como o próprio nome já sugere, o Imperialismo foi responsável pela formação de gigantes impérios ultramarinos. O historiador Eric Hobsbawm aponta que durante o ciclo neocolonialista, cerca de 25% das terras do planeta foram ocupadas por alguma potência imperialista. Hobsbawm também estipula, em dados estatísticos, quanto de território algumas das potências imperialistas conquistaram:
3.1 Inglaterra: aumentou seu território em 10 milhões de km2
3.2 França: aumentou seu território em 9 milhões de km2
3.3 Alemanha: aumentou seu território em 2,5 milhões de km2
3.4 Bélgica e Itália: aumentou seu território em cerca de 2 milhões de km2
4. O Imperialismo mudou totalmente a organização do mapa da Terra. Impérios existentes nos continentes ocupados foram destruídos e suas populações foram colocadas sobre uma cruel exploração de seu trabalho. O funcionamento do sistema imperial baseado na intensa exploração das colônias e suas populações levou muitos a criticarem intensamente esse sistema, entre os quais está George Orwell, escritor e jornalista britânico, ao afirmar que: “No sistema capitalista, para que a Inglaterra possa viver em relativo conforto, 100 milhões de indianos têm que viver à beira da inanição – um estado de coisas perverso, mas você consente com tudo isso cada vez que entra num táxi ou come morangos com creme”.
5. O Imperialismo é fruto do desenvolvimento do capitalismo, que nasceu com as transformações causadas pela Revolução Industrial. Essa revolução iniciou-se de maneira pioneira na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII, e foi responsável por inúmeras mudanças. Consolidou o modo de produção industrial como predominante em detrimento da produção manufatureira.
6. Junto com a Revolução Industrial surgiram novas máquinas, novos meios de transporte, novos meios de comunicação, novas formas de explorar a produção e utilização de energia etc. A Revolução Industrial também trouxe inúmeras alterações nas relações de trabalho e na forma como o mercado internacional funcionava.
7. A Revolução Industrial marcou o desenvolvimento das indústrias e foi responsável pelo surgimento de economias globais. A concorrência econômica gerou nas nações industrializadas uma intensa necessidade de obter fontes de matérias-primas e novos mercados consumidores para adquirir as mercadorias produzidas.
8. A obtenção de novos mercados consumidores é apontada por Eric Hobsbawm como o grande fator que empurrou as nações industrializadas – não só as europeias – para a ocupação de novos territórios. Segundo ele, naquela época, acreditava-se que a superprodução de mercadorias era algo solucionado por meio da obtenção de novos mercados consumidores. Assim, a ocupação de novos territórios era vista como a solução para garantir o desenvolvimento de suas próprias economias.
9. Um dos lugares mais afetados pelo Imperialismo foi o continente africano, exatamente o local no qual foi iniciado o surto neocolonialista, na segunda metade do século XIX. O surto imperialista no continente africano deu-se por manifestação de três países, segundo afirma o historiador Valter Roberto Silvério:
9.1 O interesse dos belgas sobre o Congo, localizado na África Central;
9.2 As expedições portuguesas com o intuito de expandir seus domínios no interior de Moçambique;
9.3 A política expansionista francesa sobre a África.
10. Com a corrida sobre o continente africano, foi organizada em Berlim por Otto von Bismarck, primeiro-ministro alemão, a Conferência de Berlim. Essa conferência, organizada entre 1884 e 1885, tinha como objetivo organizar questões relativas à navegação dos rios Congo e Níger, além de organizar a divisão dos territórios conforme os interesses de cada país, entre pontos.
11. A ocupação do continente africano – mas não só a dele – foi justificada como missão civilizatória e por meio dela as nações desenvolvidas levariam um modo de vida civilizado para os locais “atrasados” e “selvagens”. As justificativas também eram baseadas em ideais racistas que partiam do pressuposto de que o homem branco era naturalmente “superior”.
12. Essas justificativas utilizadas pelas nações imperialistas, no entanto, eram utilizadas para encobrir os reais interesses que eram o de promover a exploração econômica dos locais ocupados. Importante mencionar que o processo imperialista na África foi acompanhado de movimentos de resistências que foram organizados pelas populações locais.
Nossa aula foi:
8ºA e B,
O Brasil no século XIX.
(GO-EF08HI23-A) Discutir as justificativas para o domínio neocolonial na África e Ásia, analisando teorias, como Darwinismo Social, Etnocentrismo, Racismo, Missão Civilizatória, relacionando esses conceitos com os casos de intolerância, presentes nos dias atuais.
Matriz de Habilidades Essenciais
Entender o contexto da expansão imperialista europeia no século XIX e a disputa por territórios na África e na Ásia e as justificativas ideológicas do domínio.
Nacionalismo, revoluções e as novas nações europeias:
Concentração do capital: imperialismo, holding, cartel e truste
Os objetivos da aula são:
Compreender o conceito de imperialismo e suas causas históricas.
Identificar as principais potências imperialistas e seus territórios dominados.
Analisar criticamente os impactos sociais, econômicos e culturais do imperialismo.
Desenvolver habilidades de leitura e interpretação de textos informativos.
Correlacionar informações históricas com dados numéricos por meio de gráficos e tabelas.
Iniciar a aula apresentando os objetivos e retomando, de forma dialogada, os principais eventos da Revolução Industrial, situando historicamente o surgimento do imperialismo.
Utilizar um mapa-múndi projetado para localizar os países imperialistas e suas colônias.
Alinhamento com descritor de Matemática: D053_M (resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos) ao analisar a expansão territorial (km²) em dados estatísticos.
Retomar Revolução Industrial e situar o imperialismo
“A tecnologia da Revolução Industrial aumentou ainda mais a produção, o que gerou uma grande necessidade de mercado consumidor para esses produtos e uma nova corrida por matérias‑primas.”
“Os países imperialistas dominaram muitos povos de várias partes do planeta, em especial dos continentes africano e asiático.”
“Durante o ciclo neocolonialista, cerca de 25% das terras do planeta foram ocupadas por alguma potência imperialista.” (atribuir a Eric Hobsbawm)
Fato histórico para destacar: “Conferência de Berlim (1884‑1885) — estabelecimento de princípios de livre comércio e navegação e de regras para novas ocupações no continente africano.”
“Como o avanço tecnológico da Revolução Industrial influenciou a expansão imperialista sobre a África e a Ásia?”
Modelos de frases que podem aparecer:
Alinhamento com descritor de Língua Portuguesa: D027_P (distinguir ideias centrais de secundárias) ao explorar os parágrafos do texto e seus tópicos principais.
Espera-se:
Lista de causas centrais: superprodução, concorrência entre potências, busca de insumos e mercados consumidores externos como motor da expansão imperial.
Cada grupo deve destacar fatos e opiniões observados no texto, destacando a citação de George Orwell como ponto de reflexão.
Em seguida, registrar as interpretações em cartaz ou slides para socialização.
Alinhamento com descritor de Língua Portuguesa: D038_P (distinguir um fato da opinião).
Fatos históricos (com marca textual)
“No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças.” Marca: referência temporal objetiva ao período histórico.
“Missão civilizatória” levando modo de vida “civilizado” a locais “atrasados” e “selvagens.” Marca: termos valorativos e raciais; discurso justificatório ideológico.
Participar das discussões em grupo e da construção dos gráficos e linhas do tempo.
Ler, com apoio docente, trechos selecionados do texto sobre o imperialismo, destacando as palavras-chave do tema (países, territórios, exploração, dominação).
Imperialismo
1. No final do século XIX e começo do século XX, a economia mundial viveu grandes mudanças. A tecnologia da Revolução Industrial aumentou ainda mais a produção, o que gerou uma grande necessidade de mercado consumidor para esses produtos e uma nova corrida por matérias primas. Os países imperialistas dominaram muitos povos de várias partes do planeta, em especial dos continentes africano e asiático. O trecho apresenta os antecedentes desse processo denominado imperialismo ou neocolonialismo.
2. O Imperialismo é o nome dado para o conjunto de políticas que teve como objetivo promover a expansão territorial, econômica e/ou cultural de um país sobre outros. Esse termo pode ser usado para fazer menção a acontecimentos modernos, mas é comumente utilizado para se referir à política de expansão territorial e econômica promovida pelos países europeus em boa parte do planeta no século XIX.
3. Esse último uso do termo Imperialismo também pode ser chamado de Neocolonialismo, pois foi um novo processo de colonização – dessa vez da África, Ásia e Oceania. Como o próprio nome já sugere, o Imperialismo foi responsável pela formação de gigantes impérios ultramarinos. O historiador Eric Hobsbawm aponta que durante o ciclo neocolonialista, cerca de 25% das terras do planeta foram ocupadas por alguma potência imperialista. Hobsbawm também estipula, em dados estatísticos, quanto de território algumas das potências imperialistas conquistaram:
3.1 Inglaterra: aumentou seu território em 10 milhões de km2
3.2 França: aumentou seu território em 9 milhões de km2
3.3 Alemanha: aumentou seu território em 2,5 milhões de km2
3.4 Bélgica e Itália: aumentou seu território em cerca de 2 milhões de km2
4. O Imperialismo mudou totalmente a organização do mapa da Terra. Impérios existentes nos continentes ocupados foram destruídos e suas populações foram colocadas sobre uma cruel exploração de seu trabalho. O funcionamento do sistema imperial baseado na intensa exploração das colônias e suas populações levou muitos a criticarem intensamente esse sistema, entre os quais está George Orwell, escritor e jornalista britânico, ao afirmar que: “No sistema capitalista, para que a Inglaterra possa viver em relativo conforto, 100 milhões de indianos têm que viver à beira da inanição – um estado de coisas perverso, mas você consente com tudo isso cada vez que entra num táxi ou come morangos com creme”.
5. O Imperialismo é fruto do desenvolvimento do capitalismo, que nasceu com as transformações causadas pela Revolução Industrial. Essa revolução iniciou-se de maneira pioneira na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII, e foi responsável por inúmeras mudanças. Consolidou o modo de produção industrial como predominante em detrimento da produção manufatureira.
6. Junto com a Revolução Industrial surgiram novas máquinas, novos meios de transporte, novos meios de comunicação, novas formas de explorar a produção e utilização de energia etc. A Revolução Industrial também trouxe inúmeras alterações nas relações de trabalho e na forma como o mercado internacional funcionava.
7. A Revolução Industrial marcou o desenvolvimento das indústrias e foi responsável pelo surgimento de economias globais. A concorrência econômica gerou nas nações industrializadas uma intensa necessidade de obter fontes de matérias-primas e novos mercados consumidores para adquirir as mercadorias produzidas.
8. A obtenção de novos mercados consumidores é apontada por Eric Hobsbawm como o grande fator que empurrou as nações industrializadas – não só as europeias – para a ocupação de novos territórios. Segundo ele, naquela época, acreditava-se que a superprodução de mercadorias era algo solucionado por meio da obtenção de novos mercados consumidores. Assim, a ocupação de novos territórios era vista como a solução para garantir o desenvolvimento de suas próprias economias.
9. Um dos lugares mais afetados pelo Imperialismo foi o continente africano, exatamente o local no qual foi iniciado o surto neocolonialista, na segunda metade do século XIX. O surto imperialista no continente africano deu-se por manifestação de três países, segundo afirma o historiador Valter Roberto Silvério:
9.1 O interesse dos belgas sobre o Congo, localizado na África Central;
9.2 As expedições portuguesas com o intuito de expandir seus domínios no interior de Moçambique;
9.3 A política expansionista francesa sobre a África.
10. Com a corrida sobre o continente africano, foi organizada em Berlim por Otto von Bismarck, primeiro-ministro alemão, a Conferência de Berlim. Essa conferência, organizada entre 1884 e 1885, tinha como objetivo organizar questões relativas à navegação dos rios Congo e Níger, além de organizar a divisão dos territórios conforme os interesses de cada país, entre pontos.
11. A ocupação do continente africano – mas não só a dele – foi justificada como missão civilizatória e por meio dela as nações desenvolvidas levariam um modo de vida civilizado para os locais “atrasados” e “selvagens”. As justificativas também eram baseadas em ideais racistas que partiam do pressuposto de que o homem branco era naturalmente “superior”.
12. Essas justificativas utilizadas pelas nações imperialistas, no entanto, eram utilizadas para encobrir os reais interesses que eram o de promover a exploração econômica dos locais ocupados. Importante mencionar que o processo imperialista na África foi acompanhado de movimentos de resistências que foram organizados pelas populações locais.
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