Aula 112 A história dos Quilombos

TEMA: A história dos Quilombos
Nossa aula foi:
8ºA e B, sexta-feira, 26 de setembro de 2025.
 
EIXO TEMÁTICO
O Brasil no século XIX.
 
HABILIDADES
(EF08HI20) Identificar e relacionar aspectos das estruturas sociais da atualidade com os legados da escravidão no Brasil e discutir a importância de ações afirmativas.
Matriz de Habilidades Essenciais
Avaliar de maneira crítica, o processo de abolição da escravidão no Brasil no Brasil, entendendo como esse processo moldou a sociedade brasileira contemporânea.
 
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
O escravismo no Brasil do século XIX: plantations e revoltas de escravizados, abolicionismo e políticas migratórias no Brasil Imperial:
 
CONTEÚDO
Política de reparação: as ações afirmativas
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Identificar ideias centrais e secundárias do texto sobre o Quilombo Kalunga e o reconhecimento Ticca.
Distinguir fato de opinião nas falas citadas e nas informações jornalísticas.
Inferir informações sobre território, preservação, comunidade e políticas de reconhecimento.
Reconhecer marcas linguísticas de citação, registro jornalístico e vocabulário temático (quilombo, remanescente, território, Ticca).
Ler e interpretar tabela/gráfico simples sobre dados do território (municípios abrangidos, reuniões realizadas, tempo de processo), aplicando porcentagem em situações contextualizadas.
Valorizar o patrimônio quilombola e relacionar preservação ambiental, cultura e direitos coletivos.
 
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Organizar a turma em 4 estações, com 10–12 minutos por estação e 5 minutos de rodízio; concluir com plenária.
 
Propor problema norteador (Mini PBL): “Como o reconhecimento Ticca fortalece a preservação ambiental e os direitos da comunidade Kalunga?”; retomar o problema na plenária.
 
Procedimentos didáticos
Estação 1 – Leitura guiada e ideias centrais
Destacar parágrafos 1–3 para identificar: tema geral, ideia central de cada parágrafo e duas ideias de apoio.
Subtarefa: sublinhar palavraschave (quilombo, remanescente, Ticca, reconhecimento, comunidade, orgulho).
Produto: quadro “Parágrafo – ideia central – apoios”.
Espera-se que os grupos produzam um quadro claro com tema geral, ideias centrais e apoios dos parágrafos 1–3, destacando palavraschave como quilombo, remanescente, Ticca, reconhecimento, comunidade e orgulho, alinhados ao conteúdo jornalístico sobre o Kalunga e ao reconhecimento internacional como TICCA pela ONU.
 
Tema geral
Identificar “quilombos no Brasil” com foco no Quilombo Kalunga em Goiás e seu reconhecimento internacional por conservação e bemestar comunitário, situando o texto como notícia informativa com citações diretas da liderança local.
 
Parágrafo 1 — ideia central e apoios
Ideia central esperada: reconhecer que os escravizados resistiram através de fugas, revoltas e formação de quilombos, introduzindo o caso Kalunga em Goiás como exemplo atual de comunidade remanescente.
Apoios possíveis: “fugas em massa e revoltas contra senhores” como formas históricas de resistência; “quilombo remanescente chamado Kalunga em Goiás” como conexão entre passado e presente; “leitura de fragmento do G1 GO” como indicação do gênero informativo e da fonte.
 
Parágrafo 2 — ideia central e apoios
Ideia central esperada: registrar que o território do Quilombo Kalunga foi reconhecido pela ONU como primeiro TICCA do Brasil, com critérios de conservação e bemestar do povo.
Apoios possíveis: “TICCA = Territórios e Áreas Conservadas por Comunidades Indígenas e Locais”; “título internacional concedido a regiões que conservam a natureza e asseguram bemestar”; “registro em plataforma global (Protected Planet)” como evidência documental.
 
Parágrafo 3 — ideia central e apoios
Ideia central esperada: destacar a fala do presidente da AQK, Jorge Moreira, expressando orgulho pelo reconhecimento para a comunidade Kalunga, caracterizando a dimensão subjetiva e identitária no texto.
Apoios possíveis: “declara que o reconhecimento é motivo de orgulho”; “liderança identificada com nome, cargo e idade”, reforçando credibilidade da fonte; “entrevista ao G1” como marca de citação com verbos dicendi.
 
Palavraschave sublinhadas
Quilombo; remanescente; Kalunga; Ticca; reconhecimento; ONU; comunidade; orgulho; municípios; conservação; bemestar; Protected Planet; reuniões; regimento interno (selecionar as que aparecem nos parágrafos 1–3).
 
Produto esperado do grupo
Quadro preenchido “Parágrafo – ideia central – apoios” com:
P1: resistência e apresentação do Kalunga (apoios: fugas/revoltas; notícia G1 GO).
 
P2: reconhecimento como TICCA e critérios (apoios: conservação e bemestar; definição de TICCA).
 
P3: declaração de orgulho da liderança (apoios: fala de Jorge Moreira; identificação do cargo).
 
Estação 2 – Fato x opinião e marcas linguísticas
Classificar enunciados do texto como fato (dados verificáveis: datas, quantidade de reuniões, abrangência territorial, formalização do título) ou opinião (julgamentos de valor nas falas).
Identificar marcas de citação direta (aspas, verbos dicendi “afirmou”, “disse”), fontes jornalísticas e nome da instituição (ONU/Ticca).
Produto: tabela com duas colunas (Fato | Opinião) e exemplos do texto.
 
Os alunos deverão preencher uma tabela clara separando enunciados verificáveis (fatos) de julgamentos de valor (opiniões), justificando cada classificação com marcas linguísticas do texto e citando a fonte jornalística e as instituições nomeadas, como ONU e Ticca. Também deverão identificar aspas, verbos dicendi e nomes próprios como pistas de citação direta e registro jornalístico, registrando 6 ou mais exemplos distribuídos entre Fato e Opinião no produto final da estação.
 
O que classificar como fato
Dados verificáveis: “título formalizado em 3 de fevereiro” pode ser checado em registros oficiais e no site do programa ambiental Protected Planet, logo é fato.
 
Quantificações: “17 reuniões”, “cerca de um ano de processo” e “3 municípios (Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás)” são contagens e nomes geográficos confirmáveis, portanto fatos.
 
Definições institucionais: “TICCA = Territórios e Áreas Conservadas por Comunidades Indígenas e Locais” e “programa ambiental da ONU” são descrições técnicoinstitucionais checáveis em documentos públicos, logo fatos.
 
O que classificar como opinião
Julgamentos de valor nas falas em aspas: “motivo de orgulho”, “orgulho muito grande”, “me sinto honrado” expressam avaliação subjetiva do presidente da AQK, portanto opinião.
 
Enunciados avaliativos sem mensuração objetiva: qualquer intensificação emotiva presente nas falas (ênfase e repetição de “orgulho”) indica ponto de vista, não dado mensurável.
 
Marcas linguísticas a identificar
Citação direta: presença de aspas e verbos dicendi como “disse”, “afirmou” indicam fala literal de fonte humana; devem ser sublinhadas no quadro de exemplos.
 
Registro jornalístico: menção à fonte “G1 GO”, identificação da pessoa com nome, cargo e idade (Jorge Moreira de Oliveira, presidente da AQK, 53 anos) e referência institucional (ONU, Protected Planet) caracterizam o gênero informativo.
 
Exemplos esperados na tabela Fato | Opinião
Fato: “O território do Quilombo Kalunga foi reconhecido como o primeiro TICCA do Brasil” — informação institucional verificável; justificar com “programa ambiental da ONU” e registro em plataforma global.
 
Fato: “O título foi formalizado em 3 de fevereiro” — contém data específica, verificável em registro público; anotar como dado objetivo.
 
Fato: “Realizamos 17 reuniões” — número exato declarado, passível de comprovação; registrar como contagem.
 
Fato: “Abrange três municípios: Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás” — toponímia confirmável; classificar como fato geográfico.
 
Opinião: “o reconhecimento é motivo de orgulho” — valor subjetivo; justificar pela carga avaliativa e verbo dicendi.
 
Opinião: “É um orgulho muito grande” — intensificação afetiva; justificar pela ausência de mensuração objetiva.
 
Estação 3 – Mapa conceitual do processo de reconhecimento
 
Construir mapa conceitual conectando: Kalunga → território quilombola → municípios (Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Teresina de Goiás) → critérios Ticca (preservação, costumes, cultivo, trabalho) → instâncias (ONU/Protected Planet) → resultados (título global, bem-estar, orgulho comunitário).
 
Produto: mapa com setas rotuladas (critério, reconhecimento, consequência, evidência).
 
Estação 4 – Oficina de dados (tabela/gráfico e porcentagens)
 
Extrair do texto números/quantificações e categorias: “17 reuniões”, “cerca de um ano de processo”, “3 municípios”, “título formalizado em 3 de fevereiro”.
 
Montar tabela e transformar em um gráfico simples de barras ou setores; criar 2–3 problemas de porcentagem a partir da turma (ex.: 17 reuniões representam que fração de um total hipotético de 20?; qual a porcentagem de municípios de Goiás abrangidos entre os listados?).
 
Responder ao problema norteador com base nas evidências coletadas.
 
Registrar, no quadro, conclusões e dúvidas para a continuidade do estudo sobre quilombos no Brasil.
 
Alinhamento aos descritores fragilizados
Língua Portuguesa
9º D044_P Identificar marcas linguísticas em um texto: reconhecer marcas de citação, verbos dicendi, vocabulário técnico (Ticca, território, preservação).
 
9º D038_P Distinguir um fato da opinião: classificar dados do texto e falas em aspas.
 
8º D027_P Distinguir ideias centrais de secundárias: produzir quadro por parágrafo e mapa conceitual hierárquico.
 
8º D030_P Reconhecer elementos de narrativa e conflito: reconhecer que o gênero é informativo, mas apontar “tensão” entre preservação e regularização/gestão como conflito de contexto (sem forçar estrutura narrativa).
 
7º D023_P Inferir informações em textos: inferir efeitos do reconhecimento (fortalecimento identitário, valorização ambiental, visibilidade internacional).
 
7º D042_P Reconhecer efeito de sentido de figuras de linguagem: observar reforço enfático na fala (“orgulho”, repetição) como intensificação do ponto de vista.
 
Matemática
8º D053_M Resolver problema com tabelas e/ou gráficos: construir e interpretar tabela/gráfico dos dados do texto.
 
6º D048_M Utilizar porcentagem na resolução de problemas: calcular porcentagens a partir de contagens da turma ou de cenários simplificados baseados nos números citados.
 
6º D021_M Resolver problema com unidades de medida: converter “cerca de um ano” em meses/semanas para organizar linha do tempo simplificada do processo.
 
Material didático: Seduc GO, Goiás TEC 8º ano, Terceiro Bimestre.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Produzir mapa conceitual com nós e ligações rotuladas, contemplando critérios Ticca, atores, território e efeitos.
 
Entregar quadro Fato x Opinião com ao menos 6 exemplos justificados.
 
Produzir tabela e gráfico simples com breve interpretação (duas leituras e uma comparação).
 
Rubricas:
 
Compreensão do texto (ideias centrais/apoios corretos).
 
Criticidade (classificação e justificativa de fato/opinião).
 
Organização e comunicação (mapa, tabela, gráfico legíveis, rótulos, legendas).
 
Aplicação matemática (cálculos de porcentagem corretos, leitura de gráfico).
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
 
Simplificar textos e enunciados; usar fonte ampliada e pictogramas.
 
Fornecer quadro de palavraschave com ícones (quilombo, território, preservação, comunidade, orgulho, reunião, município).
 
Propor 8–10 itens de múltipla escolha de identificação literal (quem? onde? o quê? quantos?) com destaque visual das pistas no texto.
 
Mapear 4 nós do mapa conceitual pré-impressos (Kalunga; municípios; Ticca; preservação), pedindo para ligar com setas coloridas seguindo um modelo.
 
Atividade numérica reduzida:
 
Pergunta 1: “Foram 17 reuniões. Se foram 10 no primeiro semestre e 7 no segundo, qual semestre teve mais reuniões?”
 
Pergunta 2: “O território abrange 3 municípios. Se o grupo citou 6 municípios do estado, os abrangidos representam que fração desses 6? (3/6 = 1/2)”.
 
Critérios de êxito: localizar 6 informações explícitas; completar o minimapa conforme modelo; resolver 2 itens numéricos com apoio manipulativo (contagem com palitos ou marcações).
 
MATERIAL:
A história dos Quilombos
1. Os escravizados também tiveram papel essencial na desestabilização da escravidão no Brasil e resistiram realizando fugas em massa, organizando revoltas contra seus senhores e formando quilombos. No nosso Estado de Goiás existe um quilombo remanescente chamado Kalunga. Vamos conhecer um pouco como vive a população neste quilombo. Para isso, leia o fragmento da notícia do G1 GO.
2. O território do Quilombo Kalunga foi reconhecido por um programa ambiental da ONU como o primeiro Território e Área Conservada por Comunidades Indígenas e Locais (Ticca) do Brasil. O título internacional é concedido a regiões que mantêm a conservação da natureza e asseguram o bem-estar de seu povo.
3. Ao G1, o presidente da Associação Quilombo Kalunga (AQK), Jorge Moreira de Oliveira, de 53 anos, disse que o reconhecimento é motivo de orgulho para a comunidade.
4. “Sentimos orgulho de mostrar para o mundo que vivemos há 300 anos nesse território, que continua preservado. Eu me sinto honrado de viver aqui. É um orgulho muito grande”, afirmou.
5. O Kalunga, maior território quilombola do país, abrange três municípios goianos: Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros. Para obter o Ticca, é necessário que o território seja uma área preservada, respeitando os costumes da população, o cultivo da terra e o trabalho realizado, garantindo a conexão entre o povo e a conservação da natureza.
6. O título global, formalizado no último dia 3 de fevereiro, já consta no site do programa ambiental Protected Planet. De acordo com o presidente da associação, o processo para obter o Ticca durou cerca de um ano.
7. “Realizamos 17 reuniões para formalizar o regimento interno do território. Conversamos com a comunidade sobre o fato de o território ser coletivo e preservado pelo cuidado e trabalho de todos. É um bem de todos os kalungas”, disse.

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