TEMA: Constituição do
Brasil de 1824
Nossa aula foi:
8ºA,sexta-feira,
15 de agosto de 2025 .
8ºB,sexta-feira,
15 de agosto de 2025 .
EIXO TEMÁTICO
O Brasil no século XIX.
HABILIDADES
(GO-EF08HI15-A) Definir o conceito de nação e refletir sobre o processo de Independência do Brasil, analisando contradições, interesses e significados desses movimentos para a construção da nação.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Brasil: Primeiro Reinado:
CONTEÚDO
O Período Regencial e as contestações ao poder central.
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender o contexto histórico que levou à elaboração e outorga da Constituição de 1824.
Identificar e descrever as funções dos quatro poderes previstos na Constituição de 1824.
Reconhecer as limitações e exclusões da cidadania previstas no texto constitucional.
Analisar as contradições entre teoria e prática da cidadania no Império.
Refletir sobre as consequências políticas e sociais do governo de D. Pedro I após a promulgação da Constituição.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Disponibilizar o texto da Constituição do Brasil de 1824 para leitura em sala.
Solicitar que os alunos grifem no texto palavras-chave:
Partido Brasileiro – Grupo político formado por brasileiros que defendiam maior autonomia frente às decisões do imperador e que participaram da Assembleia Constituinte.
Assembleia Constituinte – Reunião de representantes
com a função de elaborar uma Constituição; foi dissolvida por D. Pedro I em
1823.
Outorga – Ato de impor ou conceder uma lei ou
Constituição sem consulta popular ou aprovação do Legislativo.
Constituição de 1824 – Primeira Constituição do
Brasil, elaborada por um grupo restrito de pessoas indicadas por D. Pedro I e
imposta pelo imperador.
Poder Legislativo – Responsável por criar e aprovar
leis; composto por senadores e deputados.
Poder Judiciário – Responsável por interpretar e
aplicar as leis; órgão máximo era o Supremo Tribunal de Justiça.
Supremo Tribunal de Justiça – Instância máxima do
Poder Judiciário no Império, com magistrados nomeados pelo imperador.
Poder Executivo – Responsável por administrar o
país; chefiado pelo imperador e exercido pelos ministros nomeados por ele.
Poder Moderador – Poder exclusivo do imperador,
colocado acima dos outros três poderes, com autoridade para dissolver a Câmara,
nomear senadores e presidentes de províncias, entre outras ações.
Senadores – Representantes vitalícios do
Legislativo, nomeados pelo imperador a partir de listas tríplices.
Deputados – Representantes eleitos para compor a
Câmara dos Deputados no Poder Legislativo.
Presidentes de províncias – Autoridades
equivalentes aos governadores atuais, nomeadas pelo imperador.
Voto censitário – Sistema eleitoral no qual apenas
quem possuía determinada renda anual podia votar ou ser votado.
Catolicismo – Religião oficial do Brasil segundo a
Constituição de 1824.
Padroado – Sistema pelo qual a Igreja Católica
ficava subordinada ao imperador, que indicava bispos e controlava assuntos
religiosos.
Cidadania – Conjunto de direitos e deveres
políticos; na época, restrita a homens com alta renda, excluindo mulheres,
escravizados, indígenas e pobres.
Direito de propriedade – Garantia legal de posse e
uso de bens; na prática, exercida apenas por uma elite.
Abolição dos açoites – Proibição formal de castigos
físicos, mas que, na prática, continuaram a ocorrer contra escravizados e
marinheiros.
Guerra da Cisplatina – Conflito entre Brasil e as
Províncias Unidas do Rio da Prata pela posse da região da Cisplatina (atual
Uruguai), que trouxe mortes e prejuízos econômicos.
Tratado de comércio com a Inglaterra – Acordo que
favorecia economicamente os ingleses e causava insatisfação no Brasil.
Balança comercial desfavorável – Situação em que o
valor das importações superava o das exportações, prejudicando a economia
nacional.
Questão sucessória em Portugal – Disputa política
após a morte de D. João VI, que fez com que D. Pedro I herdasse o trono
português, gerando insatisfação no Brasil.
Renúncia ao trono português – Ato de D. Pedro I em
1826 para tentar reduzir tensões políticas no Brasil.
Contextualizar historicamente a situação política
do Brasil pós-Independência e o fechamento da Assembleia Constituinte. Retomar
os principais pontos do texto com auxílio de um quadro ou projeção digital,
destacando os quatro poderes.
Descontentamento político – Após a Independência, representantes do Partido Brasileiro ficaram insatisfeitos com o fechamento da Assembleia Constituinte por D. Pedro I em 1823.
Tentativa de apaziguamento – Para reduzir as
tensões, D. Pedro I nomeou dez brasileiros natos de sua confiança para elaborar
um novo projeto de Constituição.
Outorga da Constituição – Em março de 1824,
concluído o trabalho, o imperador impôs (outorgou) a primeira Constituição do
Brasil, sem a aprovação de um órgão representativo eleito.
Estrutura de poderes – A nova Constituição
estabeleceu quatro poderes (Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderador),
sendo o último de uso exclusivo do imperador e acima dos demais.
Restrição da cidadania – O texto constitucional
instituiu o voto censitário, excluindo homens pobres, mulheres, escravizados e
indígenas da participação política.
Religião oficial – O catolicismo foi declarado
religião oficial, com outras religiões apenas toleradas em cultos domésticos, e
a Igreja ficou subordinada ao imperador pelo sistema do padroado.
Contradição entre teoria e prática – Apesar de
declarar o Brasil uma nação livre e abolir castigos como açoites e tortura, na
prática esses direitos eram negados à maioria da população, especialmente aos
cativos.
Desgaste do governo de D. Pedro I – Diversos
fatores contribuíram para sua impopularidade, como:
Renovação de tratados de comércio desfavoráveis com
a Inglaterra;
Balança comercial desfavorável;
Mortes e altos custos da Guerra da Cisplatina;
Questão sucessória em Portugal após a morte de D.
João VI, quando D. Pedro I herdou o trono português, causando desconforto entre
políticos liberais brasileiros.
Dividir a turma em grupos e propor a seguinte
situação-problema:
"Se você fosse deputado na época da Constituição de 1824, como tentaria convencer o imperador a ampliar a cidadania para outros grupos sociais?"
Cada grupo deve listar argumentos e registrar em cartaz ou folha para apresentação.
1. Reconhecimento dos grupos excluídos
Identificar que, pela Constituição de 1824, mulheres, escravizados, indígenas e homens pobres estavam fora da participação política.
Citar que o voto censitário exigia renda mínima de 100 mil-réis por ano.
2. Argumentos sobre ampliação da cidadania
Sugerir mudanças para permitir a participação política de grupos marginalizados.
Argumentar que a ampliação do direito ao voto poderia fortalecer a representatividade e a legitimidade do governo.
3. Relação entre cidadania e igualdade
Apontar a contradição entre o ideal de “nação livre” e a exclusão da maioria da população.
Defender que todos deveriam ter direitos políticos, não apenas uma elite proprietária.
4. Crítica ao poder concentrado no imperador
Questionar o Poder Moderador como instrumento de concentração de poder e sugerir maior equilíbrio entre os poderes.
5. Propostas de mudanças concretas
Elaboração de sugestões como:
5.1 Reduzir ou eliminar o critério de renda para votar.
5.2 Permitir que mulheres e indígenas participem da vida política.
5.3 Garantir que a proibição de castigos físicos seja cumprida na prática.
6. Uso de exemplos históricos do próprio texto
Relacionar as propostas à realidade da época, citando revoltas populares, descontentamento político e limitações da Constituição.
Compartilhar e debater
Promover uma roda de conversa com socialização das ideias de cada grupo.
Apontar contradições entre o texto constitucional e a prática social da época.
1. Declaração de nação livre × exclusão da maioria da população
A Constituição afirmava que os cidadãos brasileiros formavam uma nação livre, mas não reconhecia como cidadãos mulheres, escravizados e indígenas, além de excluir homens pobres pelo voto censitário.
2. Garantia de direitos × manutenção de privilégios
O texto garantia o direito de propriedade, mas esse direito era efetivamente exercido apenas por uma minoria de grandes proprietários.
3. Abolição dos castigos físicos × continuidade das
punições
A Constituição determinava o fim dos açoites e da tortura, porém na prática esses castigos continuaram a ser aplicados a escravizados e marinheiros.
4. Separação de poderes × Poder Moderador acima de
todos
A Constituição previa a existência de três poderes independentes (Executivo, Legislativo e Judiciário), mas criou o Poder Moderador, exclusivo do imperador, que estava acima dos demais e permitia dissolver a Câmara, indicar senadores e nomear governadores.
5. Liberdade religiosa limitada × religião oficial
A lei dizia que ninguém seria perseguido por motivo religioso, mas o catolicismo era a religião oficial, e outras crenças só podiam ser praticadas em cultos domésticos, sob vigilância do Estado.
Sistematizar o conteúdo
Elaborar coletivamente um esquema no quadro com os quatro poderes, os critérios de cidadania e as exclusões sociais.
1 Quatro poderes
Poder Legislativo com função de elaborar e aprovar leis e exercido pelos senadores e deputados
Poder Judiciário com função de julgar e aplicar as leis e exercido pelo Supremo Tribunal de Justiça (magistrados nomeados pelo imperador)
Poder Executivo com função de administrar o país e executar leis e exercido pelo imperador e ministros nomeados
Poder Moderador é um poder acima dos demais, com autoridade para intervir nos outros três poderes e exercido pelo imperador
2. Critérios de Cidadania (Voto)
Apenas homens livres com renda anual mínima de 100 mil-réis.
Eleitores podiam votar e, com renda ainda mais alta, ser votados.
Necessidade de comprovação de renda para participação política (voto censitário).
3. Exclusões Sociais
Mulheres – excluídas de qualquer participação política.
Escravizados – sem direitos políticos ou civis.
Indígenas – não reconhecidos como cidadãos.
Homens pobres – excluídos por não atingirem a renda mínima.
Discutir os impactos do Poder Moderador e as causas
do desgaste político de D. Pedro I.
Material didático: Seduc GO, NetEscola 8º ano, Terceiro Bimestre.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Produzir individualmente um quadro-resumo com:
Os quatro poderes e suas funções.
Grupos sociais excluídos do direito ao voto.
Um exemplo de contradição entre o texto constitucional e a prática social.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Completar um esquema impresso com lacunas, por exemplo:
Poder que cuidava da administração pública: __________.
Órgão máximo do Poder
Judiciário no Império: __________.
Poder exclusivo do
imperador, colocado acima dos demais: __________.
Religião oficial do
Brasil em 1824: __________.
Sistema de subordinação
da Igreja Católica ao imperador: __________.
Grupo social excluído do
voto: __________.
Renda anual mínima
exigida para votar: __________.
Forma pela qual D. Pedro
I impôs a Constituição: __________.
Poder responsável por
criar e aprovar leis: __________.
Nome do conflito que
causou mortes e altos gastos durante o governo de D. Pedro I: __________.
País com o qual o Brasil
renovou tratado de comércio desfavorável: __________.
Tipo de voto que exigia
comprovação de renda: __________.
População declarada
“nação livre” pela Constituição, mas que não incluía indígenas, mulheres e
escravizados: __________.
Castigos proibidos pela
Constituição, mas que continuaram na prática contra escravizados e marinheiros:
__________ e __________.
Poder que nomeava bispos,
magistrados, comandantes militares e embaixadores: __________.
Gabarito – Constituição
do Brasil de 1824
Poder Executivo
Supremo Tribunal de Justiça
Poder Moderador
Catolicismo
Padroado
Mulheres, escravizados, indígenas e homens pobres (qualquer um desses grupos é válido)
100 mil-réis
Outorga
Poder Legislativo
Guerra da Cisplatina
Inglaterra
Voto censitário
Homens livres com alta renda
Açoites e tortura
Poder Executivo
MATERIAL:
AULA 91 - Constituição do Brasil de 1824
1. Os representantes do Partido Brasileiro ficaram descontentes com o fechamento da Assembleia Constituinte. Tentando aliviar as tensões, D. Pedro I nomeou dez brasileiros natos de sua confiança para elaborar um novo projeto de Constituição. Concluído o trabalho, em março de 1824, Pedro I outorgou, isto é, impôs a primeira Constituição do país.
2. A Constituição de 1824 estabelecia a existência de quatro poderes:
2.1 Legislativo – tinha como principal função elaborar e aprovar as leis do país. Era composto de senadores e deputados.
2.2 Judiciário – julgava e aplicava as leis do país. O órgão máximo desse poder era o Supremo Tribunal de Justiça, com magistrados nomeados pelo imperador.
2.3 Executivo – tinha como função cuidar da administração pública. Era chefiado pelo imperador e exercido pelos ministros que ele nomeava. O Executivo nomeava bispos, magistrados, comandantes militares e embaixadores, além de fazer tratados com governos estrangeiros.
2.4 Moderador – era o poder exclusivo do imperador e estava acima dos demais. O imperador tinha autoridade para indicar senadores, nomear e demitir ministros e presidentes de províncias (cargo que equivale ao de governador de estado, hoje em dia), dissolver a Câmara dos Deputados, convocar eleições e anistiar presos.
3. A Constituição de 1824 excluía da vida política os homens pobres, todas as mulheres, os escravos e os indígenas. Foi estabelecido o voto censitário: só teriam direito ao voto e poderiam ser votados os homens que comprovassem renda alta. Para votar, a pessoa precisava ter uma renda anual mínima de 100 mil-réis. A Constituição também estabeleceu o catolicismo como religião oficial no Brasil. Outras religiões só oram permitidas em cultos domésticos. A lei garantia que ninguém seria perseguido por motivo religioso, desde que fosse respeitada a religião oficial do Estado. Pelo regime do padroado, a Igreja católica ficava submetida ao imperador.
4. Pelas leis instituídas no Império, havia uma enorme distância entre a teoria e a prática da cidadania. A Constituição garantia o direito de propriedade. Mas, na prática, esse direito era exercido por uma minoria de proprietários. A Constituição definia que os cidadãos brasileiros formavam uma nação livre. Porém, não fazia menção aos indígenas, às mulheres e aos escravizados. Isso significava que a maioria da população estava excluída da participação política. A Constituição determinava a abolição dos açoites e da tortura. Mas os cativos e os marinheiros continuaram a ser castigados. No governo de dom Pedro I, houve o fechamento da Assembleia Constituinte, a censura à imprensa, a imposição da Constituição de 1824 e a instituição do Poder Moderador. Essas atitudes provocaram grandes revoltas. Vários motivos levaram ao desgaste do imperador dom Pedro I. Entre eles a renovação do tratado de comércio com a Inglaterra, a balança comercial desfavorável, descontentamento popular com as mortes e despesas causadas pela Guerra da Cisplatina e a questão sucessória em Portugal. Com a morte de dom João VI, em 1826, dom Pedro I herdou o trono português. Mas políticos liberais brasileiros não queriam que ele fosse imperador do Brasil e rei de Portugal ao mesmo tempo. Temendo mais descontentamento, dom Pedro I renunciou ao trono português.
Nossa aula foi:
8ºA,
8ºB,
O Brasil no século XIX.
(GO-EF08HI15-A) Definir o conceito de nação e refletir sobre o processo de Independência do Brasil, analisando contradições, interesses e significados desses movimentos para a construção da nação.
Brasil: Primeiro Reinado:
O Período Regencial e as contestações ao poder central.
Os objetivos da aula são:
Compreender o contexto histórico que levou à elaboração e outorga da Constituição de 1824.
Identificar e descrever as funções dos quatro poderes previstos na Constituição de 1824.
Reconhecer as limitações e exclusões da cidadania previstas no texto constitucional.
Analisar as contradições entre teoria e prática da cidadania no Império.
Refletir sobre as consequências políticas e sociais do governo de D. Pedro I após a promulgação da Constituição.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Disponibilizar o texto da Constituição do Brasil de 1824 para leitura em sala.
Solicitar que os alunos grifem no texto palavras-chave:
Partido Brasileiro – Grupo político formado por brasileiros que defendiam maior autonomia frente às decisões do imperador e que participaram da Assembleia Constituinte.
Descontentamento político – Após a Independência, representantes do Partido Brasileiro ficaram insatisfeitos com o fechamento da Assembleia Constituinte por D. Pedro I em 1823.
"Se você fosse deputado na época da Constituição de 1824, como tentaria convencer o imperador a ampliar a cidadania para outros grupos sociais?"
Cada grupo deve listar argumentos e registrar em cartaz ou folha para apresentação.
1. Reconhecimento dos grupos excluídos
Identificar que, pela Constituição de 1824, mulheres, escravizados, indígenas e homens pobres estavam fora da participação política.
Citar que o voto censitário exigia renda mínima de 100 mil-réis por ano.
Sugerir mudanças para permitir a participação política de grupos marginalizados.
Argumentar que a ampliação do direito ao voto poderia fortalecer a representatividade e a legitimidade do governo.
Apontar a contradição entre o ideal de “nação livre” e a exclusão da maioria da população.
Defender que todos deveriam ter direitos políticos, não apenas uma elite proprietária.
Questionar o Poder Moderador como instrumento de concentração de poder e sugerir maior equilíbrio entre os poderes.
Elaboração de sugestões como:
5.1 Reduzir ou eliminar o critério de renda para votar.
5.2 Permitir que mulheres e indígenas participem da vida política.
5.3 Garantir que a proibição de castigos físicos seja cumprida na prática.
Relacionar as propostas à realidade da época, citando revoltas populares, descontentamento político e limitações da Constituição.
Promover uma roda de conversa com socialização das ideias de cada grupo.
Apontar contradições entre o texto constitucional e a prática social da época.
1. Declaração de nação livre × exclusão da maioria da população
A Constituição afirmava que os cidadãos brasileiros formavam uma nação livre, mas não reconhecia como cidadãos mulheres, escravizados e indígenas, além de excluir homens pobres pelo voto censitário.
O texto garantia o direito de propriedade, mas esse direito era efetivamente exercido apenas por uma minoria de grandes proprietários.
A Constituição determinava o fim dos açoites e da tortura, porém na prática esses castigos continuaram a ser aplicados a escravizados e marinheiros.
A Constituição previa a existência de três poderes independentes (Executivo, Legislativo e Judiciário), mas criou o Poder Moderador, exclusivo do imperador, que estava acima dos demais e permitia dissolver a Câmara, indicar senadores e nomear governadores.
A lei dizia que ninguém seria perseguido por motivo religioso, mas o catolicismo era a religião oficial, e outras crenças só podiam ser praticadas em cultos domésticos, sob vigilância do Estado.
Elaborar coletivamente um esquema no quadro com os quatro poderes, os critérios de cidadania e as exclusões sociais.
1 Quatro poderes
Poder Legislativo com função de elaborar e aprovar leis e exercido pelos senadores e deputados
Poder Judiciário com função de julgar e aplicar as leis e exercido pelo Supremo Tribunal de Justiça (magistrados nomeados pelo imperador)
Poder Executivo com função de administrar o país e executar leis e exercido pelo imperador e ministros nomeados
Poder Moderador é um poder acima dos demais, com autoridade para intervir nos outros três poderes e exercido pelo imperador
Apenas homens livres com renda anual mínima de 100 mil-réis.
Eleitores podiam votar e, com renda ainda mais alta, ser votados.
Necessidade de comprovação de renda para participação política (voto censitário).
Mulheres – excluídas de qualquer participação política.
Escravizados – sem direitos políticos ou civis.
Indígenas – não reconhecidos como cidadãos.
Homens pobres – excluídos por não atingirem a renda mínima.
Material didático: Seduc GO, NetEscola 8º ano, Terceiro Bimestre.
Produzir individualmente um quadro-resumo com:
Os quatro poderes e suas funções.
Grupos sociais excluídos do direito ao voto.
Um exemplo de contradição entre o texto constitucional e a prática social.
Completar um esquema impresso com lacunas, por exemplo:
Poder que cuidava da administração pública: __________.
Poder Executivo
Supremo Tribunal de Justiça
Poder Moderador
Catolicismo
Padroado
Mulheres, escravizados, indígenas e homens pobres (qualquer um desses grupos é válido)
100 mil-réis
Outorga
Poder Legislativo
Guerra da Cisplatina
Inglaterra
Voto censitário
Homens livres com alta renda
Açoites e tortura
Poder Executivo
AULA 91 - Constituição do Brasil de 1824
1. Os representantes do Partido Brasileiro ficaram descontentes com o fechamento da Assembleia Constituinte. Tentando aliviar as tensões, D. Pedro I nomeou dez brasileiros natos de sua confiança para elaborar um novo projeto de Constituição. Concluído o trabalho, em março de 1824, Pedro I outorgou, isto é, impôs a primeira Constituição do país.
2. A Constituição de 1824 estabelecia a existência de quatro poderes:
2.1 Legislativo – tinha como principal função elaborar e aprovar as leis do país. Era composto de senadores e deputados.
2.2 Judiciário – julgava e aplicava as leis do país. O órgão máximo desse poder era o Supremo Tribunal de Justiça, com magistrados nomeados pelo imperador.
2.3 Executivo – tinha como função cuidar da administração pública. Era chefiado pelo imperador e exercido pelos ministros que ele nomeava. O Executivo nomeava bispos, magistrados, comandantes militares e embaixadores, além de fazer tratados com governos estrangeiros.
2.4 Moderador – era o poder exclusivo do imperador e estava acima dos demais. O imperador tinha autoridade para indicar senadores, nomear e demitir ministros e presidentes de províncias (cargo que equivale ao de governador de estado, hoje em dia), dissolver a Câmara dos Deputados, convocar eleições e anistiar presos.
3. A Constituição de 1824 excluía da vida política os homens pobres, todas as mulheres, os escravos e os indígenas. Foi estabelecido o voto censitário: só teriam direito ao voto e poderiam ser votados os homens que comprovassem renda alta. Para votar, a pessoa precisava ter uma renda anual mínima de 100 mil-réis. A Constituição também estabeleceu o catolicismo como religião oficial no Brasil. Outras religiões só oram permitidas em cultos domésticos. A lei garantia que ninguém seria perseguido por motivo religioso, desde que fosse respeitada a religião oficial do Estado. Pelo regime do padroado, a Igreja católica ficava submetida ao imperador.
4. Pelas leis instituídas no Império, havia uma enorme distância entre a teoria e a prática da cidadania. A Constituição garantia o direito de propriedade. Mas, na prática, esse direito era exercido por uma minoria de proprietários. A Constituição definia que os cidadãos brasileiros formavam uma nação livre. Porém, não fazia menção aos indígenas, às mulheres e aos escravizados. Isso significava que a maioria da população estava excluída da participação política. A Constituição determinava a abolição dos açoites e da tortura. Mas os cativos e os marinheiros continuaram a ser castigados. No governo de dom Pedro I, houve o fechamento da Assembleia Constituinte, a censura à imprensa, a imposição da Constituição de 1824 e a instituição do Poder Moderador. Essas atitudes provocaram grandes revoltas. Vários motivos levaram ao desgaste do imperador dom Pedro I. Entre eles a renovação do tratado de comércio com a Inglaterra, a balança comercial desfavorável, descontentamento popular com as mortes e despesas causadas pela Guerra da Cisplatina e a questão sucessória em Portugal. Com a morte de dom João VI, em 1826, dom Pedro I herdou o trono português. Mas políticos liberais brasileiros não queriam que ele fosse imperador do Brasil e rei de Portugal ao mesmo tempo. Temendo mais descontentamento, dom Pedro I renunciou ao trono português.
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